tá, mas o joão disse um dia, enquanto fazíamos uma redação de sociologia, que eu escrevo bem e deveria ter um blog. daí eu fiquei felizinha e lembrei disso aqui. então eu vou postar. valeu joão, rs. talvez ele seja meu único leitor um dia. ou meu segundo leitor, depois da minha mãe.
O clássico, então:
Cores roubadas
Alguém que tá por cima estabelece a cor,
manda que tudo seja assim pintado.
Disfarçam as flores, cobrem amores.
Tá tudo assim, tão cor de nada.
Pintaram sorrisos, soterrando as preces desesperadas.
Pintaram da cor da pressa as águas paradas.
Encurtaram os abraços, separaram mãos dadas.
Chega. Chega da moralidade afogada.
Chega. Eu quero ver a cidade acordada.
Não quero ver tingida veracidade à cor dada.
Se não me devolvem a aquarela,
saio eu pela janela
à buscar o arco-iris e devolver as cores à tela.
E levo junto comigo quem mais estiver farto de tanta balela.
A verdade.
A verdade que foi bela.
Não deixa que levem de ti
a virtude que é tão singela.
Não permite que censurem as cores do teu mundo.
Não mata em teu peito o que há de mais profundo.
Compõe como numa canção,
a luz e a radiação.
Ilude a nossa visão que precisa da cor.
Acorda a cidade com a cor que a cidade há de ter de volta.
Yulia Lennon
e esse yulia lennon aí era o pseudônimo pro concurso. :)