tá, mas o joão disse um dia, enquanto fazíamos uma redação de sociologia, que eu escrevo bem e deveria ter um blog. daí eu fiquei felizinha e lembrei disso aqui. então eu vou postar. valeu joão, rs. talvez ele seja meu único leitor um dia. ou meu segundo leitor, depois da minha mãe.
O clássico, então:
Cores roubadas
Alguém que tá por cima estabelece a cor,
manda que tudo seja assim pintado.
Disfarçam as flores, cobrem amores.
Tá tudo assim, tão cor de nada.
Pintaram sorrisos, soterrando as preces desesperadas.
Pintaram da cor da pressa as águas paradas.
Encurtaram os abraços, separaram mãos dadas.
Chega. Chega da moralidade afogada.
Chega. Eu quero ver a cidade acordada.
Não quero ver tingida veracidade à cor dada.
Se não me devolvem a aquarela,
saio eu pela janela
à buscar o arco-iris e devolver as cores à tela.
E levo junto comigo quem mais estiver farto de tanta balela.
A verdade.
A verdade que foi bela.
Não deixa que levem de ti
a virtude que é tão singela.
Não permite que censurem as cores do teu mundo.
Não mata em teu peito o que há de mais profundo.
Compõe como numa canção,
a luz e a radiação.
Ilude a nossa visão que precisa da cor.
Acorda a cidade com a cor que a cidade há de ter de volta.
Yulia Lennon
e esse yulia lennon aí era o pseudônimo pro concurso. :)
oi
domingo, 9 de outubro de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Eu vou ter um blog
Não sei por quanto tempo, ou por quantas postagens. Mas eu vou ter um blog.
Me deixei levar pela vontade de divulgar as coisas. Ou jogar as coisas na internet e ter aquele sentimento de que o mundo viu. O que nunca acontece de fato. Haha tá, talvez a minha mãe veja.
Mas o que acontece é que eu leio coisas, e essa mania de querer compartilhar tudo, que parece moda e da qual já é difícil escapar, me fez pensar que seria legal se o twitter permitisse que um texto, um conto, um trecho fosse postado. E no segundo seguinte, pensei que isso o descaracterizaria e ele viraria um blog. E aí eu lembrei que tenho um blog que meu pai fez eu fazer pra seguir o blog dele e que, a princípio, eu jamais usaria.
A questão é que tudo o que faz pensar, faz refletir, faz rir ou faz formar alguma opinião boa ou ruim, muda um pedacinho de ti. E se isso faz sentido pra mais alguém que possa um dia acabar por aqui por algum motivo e ver as postagens que eu fiz antes de desistir disso, eu ia gostar de mostrar pra esse alguém algo que eu tenha escrito e gostado ou algo que eu tenha lido e gostado.
Sem mais justificativas pra Mr. Nobody. Eu vou ter um blog.
Me deixei levar pela vontade de divulgar as coisas. Ou jogar as coisas na internet e ter aquele sentimento de que o mundo viu. O que nunca acontece de fato. Haha tá, talvez a minha mãe veja.
Mas o que acontece é que eu leio coisas, e essa mania de querer compartilhar tudo, que parece moda e da qual já é difícil escapar, me fez pensar que seria legal se o twitter permitisse que um texto, um conto, um trecho fosse postado. E no segundo seguinte, pensei que isso o descaracterizaria e ele viraria um blog. E aí eu lembrei que tenho um blog que meu pai fez eu fazer pra seguir o blog dele e que, a princípio, eu jamais usaria.
A questão é que tudo o que faz pensar, faz refletir, faz rir ou faz formar alguma opinião boa ou ruim, muda um pedacinho de ti. E se isso faz sentido pra mais alguém que possa um dia acabar por aqui por algum motivo e ver as postagens que eu fiz antes de desistir disso, eu ia gostar de mostrar pra esse alguém algo que eu tenha escrito e gostado ou algo que eu tenha lido e gostado.
Sem mais justificativas pra Mr. Nobody. Eu vou ter um blog.
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